esfera dentro de esfera

funcionalmente existem milhões e milhares de palavras no mundo, e apenas alguns olhares.

meu QI em alguns dias desceu 2,18%, talvez seja uma boa justificativa por usar as milhares das milhões de palavras sem ao menos saber seus significados, ou posso simplesmente transmitir pensamentos sem me preocupar se as pessoas entederão ou não. por enquanto, os pensamentos se resumem a um objeto inútil, que não chama atenção nem as pessoas mais atentas; um guizo. talvez seja um pouco idiota ficar interessado em algo tão mínimo, mas insisto em dizer que tudo depende da forma que lhe for apresentado, mostrado, abordada, ou seja lá o termo que melhor define, e talvez a forma que veio até mim não chegue a ninguém, e assim espero.

"a anos existiam monges, que como todos nós, buscavam o sentido da vida, da morte e do amor, subiam as montanhas mais altas para meditar, nesse estado nada podia toca-los, como estavam em profundo nirvana, qualquer desvio de pensamentos poderia levar a entender bem demais a morte. seus discípulos só percebiam se estavam vivos ou não pelo guizo que usavam na pulseira ou no colar, enquanto ele fizesse seu tímido barulho, por mais fraco e mínimo que fosse, significava que seu possuidor ainda pulsava vida, se o pequeno e sensível guizo fizesse silêncio, a vida não existia mais..."

como outros objetos inúteis que despertam luzes em meu quarto, assim que se entende sua resolução é fácil, mas para me dar esperanças de que meus toques são indecifráveis, não entenda

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